segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

.dizer não é dizer sim.




"Quando um dioplomata diz 'talvez', quer dizer 'não'.
Quando diz 'sim', quer dizer 'talvez'.
O que uma dama quer dizer quando diz 'não'? Quer dizer 'talvez'.
E o que uma dama quer dizer quando diz 'talvez'? Quer dizer não.
Pois uma dama nunca vai dizer... sim.
É essa a piada."

E ele não entendeu.
Mas pior mesmo seria perguntar: "quer que eu desenhe ?".
Redundânica maior...impossível.

And so it is.

P.S- Ok, Tuca. ME prometo: nada de auto-sabotagem anymore.
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The next one, quickly, please.

domingo, 31 de janeiro de 2010

.No Gossip.


"Algumas opiniões, se não fundamentadas no amor, podem representar perigo. Tem gente que vive dando palpite na vida dos outros. O faz porque não é capaz de viver bem a sua própria vida. É especialista em receitas mágicas de felicidade, de realização, mas quando precisa fazer a receita dar certo na sua própria história, fracassa.

Tem gente que gosta de fazer a vida alheia a pauta principal de seus assuntos: causa intrigas, deturpa informações, promove disse-me-disse, atravanca o caminho. Tem solução para todos os problemas da humanidade, menos para os seus. Dá conselhos, propõe soluções, articula, multiplica, subtrai, faz de tudo para que o outro faça o que ele quer. Inventa mentiras... e os inocentes, coitados, acreditam.

Por isso, digo: só dê ouvidos a quem te ama. Cuidado com fofocas infrutíferas. Não coloque sua atenção em frases que acusam injustamente. Há muitos que vão feridos pela vida porque não souberam esquecer os insultos maldosos. Prenderam a atenção nas palavras agressivas e acreditaram no conteúdo mentiroso delas e, insuflados pela invencionisse alheia, pautam as atitudes em achismos duvidosos, inebriados pela impulsividade ferina.

Por conseguinte, há muitos que carregam o fardo permanente da irrealização porque não se tornaram capazes de esquecer a palavra maldita, o insulto agressor. Por isso repito: só dê ouvidos a quem te ama. Não se ocupe demais com as opiniões de pessoas estranhas. Só a cumplicidade e conhecimento mútuo pode autorizar alguém a dizer alguma coisa a respeito do outro.

Ando pensando no poder das palavras. Há palavras que bendizem, outras que maldizem. Descubro cada vez mais que Jesus era especialista em palavras benditas. Quero ser também. Além de bendizer com a palavra, Ele também era capaz de fazer esquecer a palavra que amaldiçoou. Evangelizar consiste em fazer o outro esquecer o que nele não presta, e que a palavra maldita insiste em lembrar.

Quero viver para fazer esquecer... Queira também. Nem sempre eu consigo, mas eu não desisto. Não desista também. Há mais beleza em construir que destruir.

Repito: só dê ouvidos a quem te ama. Tudo mais é palavra perdida, sem alvo e sem motivo santo."

Pe. Fábio de Melo, Adaptado.

P.S - O que me salva não é o que os outros andam achando, mas é o que Deus sabe a meu respeito.

FELIZ 2010 PRA TODO MUNDO!!!

Ah, sim...e relembrando: http://www.dejovu.com/mensagens/ver/?1771/Deixe+a+raiva+secar.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Carta a Raquel (e a 2010 também).

Querida Quel,

Tem um tempo que eu respondi a sua cartinha. Mas ela ficou engavetada em uma das atualizações do blog.
Posto então, ainda que defasada, a minha resposta tardia... mas não menos carinhosa:





Quel,


Não vi sua carta a tempo. E por isso mesmo, peço-te perdão, minha Flor. Tantas atribulações no sol de quase Dezembro...tantos "amores vãos" que acabei entrando no derradeiro mês do ano atordoada e sem ler seu manifesto - prefiro até denominar assim - recheado de provisões de ternura e emoção (mas não é desse jeito?? Que seja doce, então)!


Entendo o seu barulho interno. Esse sentimento ansioso que inebria e entorpece. Sensações que já permearam a vida de Drummond, a rotina Caiofernadoabreudiana, a voz fantástica de Holiday e a batida cadenciada de Mercury. Mas às vezes, nenhum discurso alheio se encaixa em um sentimento que é próprio, ímpar e indissociável.

Por mais que busquemos diretrizes nortedas por Lispector ou Vinícius, não encontraremos nada que defina especificamente a emoção provocada pelo "sorriso e o jeito que ele morde a boca, que você nunca saberia imitar."

Entrei esse ano implorando: que seja doce. E foi. Está sendo! Lembro que nos pimeiros instantes de Janeiro pedi para amar (e ser correspondida). E assim foi. Conheci pessoas lindas...me "apaixonei" reciprocamente três vezes (que número bonito para 2009). Só esqueci de rogar para que pudesse viver as paixões que me foram concedidas.

Rs...
Acho que Deus é um Cabra metódico, adepto a pedidos específicos.
Ok, Sweet Lord. Esse Reveillon prometo ser mais meticulosa quando definir meus anseios!

=)))))))))))))

Mas voltando à jovem senhora Raquel... Fiquei lisonjeada com sua carta. Escrever pra mim? Por que justamente eu?

Tenho ares de romantismo incrustrado, é isso?

Ô Amiga... que doçura senti ao ler os pormenores da sua paixão. A forma como você vê seu Amor. Quero muito voltar a sentir-me assim. Porque 2009 me trouxe possibilidades de Amar, que, feliz ou infelizmente (afinal Deus sabe o que faz e a gente não sabe o que diz) não navegaram, ainda que permaneçam encantadas nas minhas mais doces lembranças.



Esse ano ganhei um Dragão, daqueles de Caio F. eu te disse? E logo após uma outra possibilidade de amor que não velejou (mas ainda assim em um dia de Primavera amanheci caminhando pela praia de mãos dadas, sentindo a areia fria sob meus pés e depois de doces declarações - e vários goles de Stella
Artois - caí no Mar de roupa e tudo enquanto o Sol nascia suavemente por entre as nuvens leitosas do céu de outubro).
Ah, teve também o amigo do Dragão. Sim, o amigo... incrivelmente encantador mas comprometido honestamente com a tal amizade e também encarcerado por promessas esdrúxulas que o revestiam com sua natureza aprisionada (mas não o suficente para impedi-lo de dizer-me de forma suave: tudo o que eu quero - embora não possa viver - vai aí, dentro de você).



Triste? Não. Encaro todas essas possibilidades não continuadas com tanta doçura!!! E por isso mesmo agradeço... recordar esses vestígios me desenha um sorriso há muito não visto em meu rosto. Voltei a ter covinhas em 2009, sabe disso? E para alguns pode parecer pouco (porque o bom mesmo é gargalhar pelo amor sentido e vivido) mas para mim foi suficiente (pelo menos por enquanto) perceber que meu coração não está petrificado.


E para o ano que começa já, eu peço: saúde, paz...sorte e um Caminho.


É isso. Logicamente ao pular as ondinhas (de vestido rosa-claro) estarei fervorosamente pensando:

Senhor, permita-me amar, ser amada e viver reciprocamente todas as nuances de uma paixão tranquila (por que não?) e envolvente.


Assim como você Raquel. Que - embora não saiba - compõe com maestria a sinfonia própria e particular da sua (de início difícil, mas belíssima) história de Amor.


E que em 2010 a vida continue doce. E ao nosso favor.


Amém!

Outro cheiro, minha Frô.

Beijucas,

Lua.


P.S- Ah, sim... as meninas da (sua) foto somos...nós! =)))))))))))))))))

domingo, 22 de novembro de 2009

.tudo o que se quer vai lá.


"Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo;aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim. Dilacerando felicidades de mentira, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto. É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias,me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos. É agora que quero dividir maçãs, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena.É para que preciso contar as descobertas, alisar seu peito,preparar uma massa, sentir seus cílios. Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje? Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar.Não negue,apareça. Seja forte. Porque é preciso coragem para se arriscar num futuro incerto. Não posso esperar. Tenho tudo pronto dentro de mim e uma almaque só sabe viver presentes. Sem esperas, sem amarras, sem receios,sem cobertas, sem sentido, sem passados.É preciso que você venha nesse exato momento. Abandone os antes. Chame do que quiser. Mas venha. Quero dividir meus erros, loucuras, beijos, chocolates... Apague minhas interrogações. Por que estamos tão perto e tão longe? Quero acabar com as leis da física,dois corpos ocuparem o mesmo lugar! Não nego. Tenho um grande medo de ser sozinha. Não sou pedaço. Mas não me basto."

Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Apoiado!





Episódio de violência sexista acaba em mais uma demonstração de machismo

No dia 22 de outubro, o Brasil assistiu cenas de selvageria. Uma estudante de turismo da Universidade Bandeirante (São Paulo) foi vítima de um dos crimes mais combatidos na sociedade, a violência sexista, que é aquela cometida contra as mulheres pelo fato de serem tratadas como objetos, sob uma relação de poder desigual na qual estão subordinadas aos homens. Nesse episódio, a estudante foi perseguida e agredida pelos colegas, hipoteticamente pelo tamanho de vestido que usava, e só pôde deixar o campus escoltada pela polícia. Alguns dos alunos que a insultaram gritavam que queriam estuprá-la. Desde quando há justificativa para o estupro ou toleramos esse tipo de violência?

Pasmem, essa história absurda teve um desfecho ainda mais esdrúxulo. A Universidade, espaço de diálogo onde deveriam ser construídas relações sociais livres de opressões e preconceitos, termina por reproduzir lamentavelmente as contradições da sociedade, dando sinais de que vive na era das cavernas.

Além de não punir os estudantes envolvidos na violência sexista, responsabiliza a aluna pelo crime cometido contra ela e a expulsa da universidade de forma arbitrária, como se dissessem que, para manter a ordem, as mulheres devem continuar no lugar que estão, secundárias à história e marginalizadas do espaço do conhecimento.

É naturalizado, fruto de uma construção cultural, e não biológica, que os homens não podem controlar seus instintos sexuais e as mulheres devem se resguardar em roupas que não ponham seus corpos à mostra. Os homens podem até andar sem camisa, mas as mulheres devem seguir regras de conduta e comportamento ideais, a partir de um padrão estético que a condiciona a viver sob as rédeas da sociedade, que por sua vez é controlada pelos homens.

Esse desfecho, somado às diversas abordagens destorcidas do fato na mídia, demonstram a situação de opressão que todas nós, mulheres, vivemos em nosso cotidiano. Situação em que mulheres e tudo o que está relacionado a elas são desvalorizados e depreciados. A mulher é vista como uma mercadoria - ora utilizada para vender algum produto, ora tolhida de autonomia e direitos, ora violentada, estigmatizada e depreciada. É essa concepção que acaba por produzir e reproduzir o machismo, violência e sexismo, próprios do patriarcado. Tal concepção permitiu o desrespeito a estudante.

Nós, mulheres estudantes brasileiras, em contraposição a essa situação, estamos constantemente em luta até que todas as mulheres sejam livres do machismo, da violência, do desrespeito e da opressão que nos cerca.

Repudiamos o ato de violência dos alunos contra a estudante de turismo, repudiamos a reação da mídia que insiste em mistificar o fato e não colocar a violência de cunho sexista no centro do debate e denunciamos a atitude da universidade de punir a estudante ao invés daqueles que provocaram tal situação.

Exigimos que a matrícula da estudante seja mantida, que a Universidade se retrate publicamente e que todos os agressores sejam julgados e condenados não somente pela instituição, a Uniban, mas também pela Justiça brasileira.

Somos Mulheres e Não Mercadoria!

Diretoria de Mulheres da UNE - União Nacional dos Estudantes

sábado, 7 de novembro de 2009

.perene admiração.


"Lembro-me do passado, não com melancolia ou saudade, mas com a sabedoria da maturidade que me faz projetar no presente aquilo que, sendo belo, não se perdeu."

Lya Luft


É incrível como se confunde admiração com paixão carcomida e onipresente. Explico: quando não se segue a regra obtusa de que "ao terminar um relacionamento é preciso ignorar o outro como garantia de que não há mais nenhum resquício do velho amor", fica sempre o estereótipo: ter carinho por quem "passou" é sinônimo de estagnação emocional e declarações sentimentais infrutíferas e ultrapassadas.

Para mim isso é um clichê caricato, perigoso e burro. E pior: tem gente que - ainda - pensa assim.

Mas eu não funciono dessa forma. Os relacionamentos amorosos que tive foram, são e serão extremamente importantes pra mim. Servem-me como referência para evitar erros ulteriores e reiterar acertos futuros em uma próxima relação. O fato d’eu continuar admirando uma pessoa que amei no passado não quer dizer que ainda a deseje. E acrescento: inútil seria achincalhá-la para ter - e dar - a certeza de que não há nenhum resquício antigo da velha paixão. Explico: sou "bem-resolvida". Não preciso maldizer quem pertence ao meu passado para fazer entender que o amor foi embora (mas sem levar consigo a admiração). Sim, existe carinho (essa é a palavra) por quem – por escolha minha e viés do destino – não caminha mais ao meu lado. Mas o fato de ter me amado como mulher fazendo-me crescer como ser humano já é o bastante para eu honrar sempre o significado desse “outro” na minha história.



domingo, 4 de outubro de 2009

Gracias a La Negra




From: Luana Queiroz de Oliva novaluana@gmail.com
Date: 2009/10/4
Subject: ...Volver a los 17...
To: Raquel Menezes raqueldanca@gmail.com


Amiga,
Lembrei muito de vocês hoje... Mercedes Sosa nos deixou e fiquei triste inclusive por nunca ter ido a um show dela.
Mas enfim...explico a lembrança não sem antes agradecer - conhecer essa cantora realmente foi um grande presente:
A primeira vez que ouvi La Negra foi no violão de Daniel, que cantou lindamente Volver a los 17 em uma noite fria de Brasília nas férias de julho de 1997...nossa, fiquei encantada pela música (até porque eu tinha ACABADO de fazer 17 anos) perguntei logo de quem era e vc prontamente me informou: é da Mercedes.
Desde então fiquei embevecida pelas canções de Sosa que cantava Violeta Parra e Silvio Rodriguez como ninguém.
Sueños con serpientes e Gracias a la vida são as minhas favoritas.
Mas o meu xodó mesmo foi a canção que ouvi inicialmente na voz de Dani...enfim... especialmente HOJE eu queria de verdade volver a los 17.
Saudade de La Negra. Saudade de vc!
Beijucas,
Lua.